Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Busco na simplicidade...

Não tenho duvidas de que sou um novo homem, meu aprendizado tem sido constante, minhas buscas por explicações se tornam exaustivas. Busco na simplicidade a saberia de saber que no final tudo será melhor, se não o for, não se terá feito o fim de mais um ciclo na minha vida!!!

Parado no tempo, pareço desviar de minha trajectória na grande maioria das vezes, só pareço... encontro na meditação minha melhor companheira nas horas de aflição. O vazio, o vácuo, o infinito !!!

Aprender a aceitar certas verdades, faz parte desta minha caminhada.

As vezes caminho por entre bosques densos e violetas lindissimas, sempre acompanhado pelo canto dos pássaros, numa sinfonia sem igual !!! O mundo parece ter mil cores, cachoeiras de águas cristalinas, plumas de algodão fugidas de alguma plantação roçam minha pele com delicadeza me fazendo recordar o toque da mais sensível mulher, o perfume é inconfundível, aquele cheiro que penetra na pele, que me faz sonhar acordado ao recordar, mas na realidade meus amigos .... .... as folhas, sempre teimam em cair ao chão trazendo o sinal de que mais um ciclo esta se cumprindo trazendo consigo um novo amanhecer !

Diz o ditado que a esperança é a ultima que morre... eu já acredito que o último a morrer deve de ser o amor !!! Pois acredito que sem amor ... não pode haver esperança !!!

Assim espero hoje que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que mais anseio e que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é um silêncio. Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste e que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante, porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade, para que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como uma prece nem repetidas com fervor, sejam apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu simplesmente mereço, que essa tensão que me destoi por dentro seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que um dia o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável para que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância, porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei explicar o que poucos conhecem... que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale cada vez mais.

Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço, cansaço de esperar que a vida nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. E que minhas loucuras sejam perdoadas, nos momentos devairados de emoção...

E porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

 

A minha esfera partiu e eu parti tambem...

 

Parti sem olhar para trás, parti sem pensar, assim voltei a perde-la para nunca mais a encontrar... agora a escolha tinha sido feita, sem volta ,sem desafios, um futuro pela frente em que jamais iriam existir desvios... Simplesmente na sua simplicidade eu dependia só de mim, a chegada a uma finalidade, uma finalidade com fim.... amizade é um termo, amizade é um desafio... decidida numa mensagem que consigo trazio frio... frio de palavras perpetadas ao vento e no escuro... no silencio de um segundo...

 

As palavras perdem-se no tempo... , os sentimentos podem ser alterados... , porem os momentos serão sempre recordados...!!!

 

Falcão Sossegado

 

Publicado por Falcão Sossegado às 02:30

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Domingo, 12 de Abril de 2009

No meu sossego...

O barco ao longe...

O mar calmo...

 

 

Já não pensava em mais nada...

...apenas sentia a brisa vinda do norte.

O horizonte ao longe...

A sua linha é perfeita...

O que ficará do outro lado...

Podia ver as ondas se formarem ao longe na plenitude de um mar calmo...

O tempo não está favorável para usufruir da praia e das suas água cristalinas, mas está óptimo para aproveitar-mos um domingo calmo sem o stress a as pressas da rotina semanal...

Para quê corremos tanto de um lado para o outro...!!!

 

Falcão Sossegado

Publicado por Falcão Sossegado às 20:20

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Sábado, 4 de Abril de 2009

O Galo Angustiado

Não era ele que levantava o sol

Era uma vez um grande quintal onde reinava soberano e poderoso galo. Orgulhoso de sua função, nada acontecia no quintal sem que ele soubesse e participasse. Com sua força descomunal e coragem heróica, enfrentava qualquer perigo. Era especialmente orgulhoso de si mesmo, de suas armas poderosas, da beleza colorida de suas penas, de seu canto mavioso.

Toda manhã acordava pelo clarão do horizonte e bastava que cantasse duas ou três vezes para que o sol se elevasse acima para o céu. "O sol nasce pela força do meu canto", dizia ele. "Eu pertenço à linhagem dos levantadores do sol. Antes de mim era meu pai; antes de meu pai era meu avô!" ...

Um dia uma jovem galinha de beleza esplendorosa veio morar em seu reinado e por ela o galo se apaixonou. A paixão correspondida culminou numa noite de amor para galo nenhum botar defeito. E foi aquele amor louco, noite adentro. Depois do amor, já de madrugada, veio o sono. Amou profundamente e dormiu profundamente. 

As primeiras luzes do horizonte não o acordaram como de costume. Nem as segundas. ... Para lá do meio dia, abriu os olhos sonolentos para um dia azul, de céu azul brilhante e levou um susto de quase cair. Tentou inutilmente cantar, apenas para verificar que o canto não lhe passava pelo nó apertado da garganta. - "Então não sou eu quem levanta o sol?", comentou desolado para si mesmo. E caiu em profunda depressão. O reconhecimento de que nada havia mudado no galinheiro enquanto dormia trouxe-lhe um forte sentimento de inutilidade e um questionamento incontrolável de sua própria competência. E veio aquele aperto na garganta. A pressão no peito virou dor. A angústia se instalou definitivamente e fez com que ele pensasse que só a morte poderia solucionar tamanha miséria. "O que vão pensar de mim?", murmurou para si mesmo, e lembrou daquele galinho impertinente que por duas ou três vezes ousou de longe arrastar-lhe a asa. O medo lhe gelou nos ossos. Medo. Angústia. Andou se esgueirando pelos cantos do galinheiro, desolado e sem saída. 

Do fundo de seu sentimento de impotência, humilhado, pensou em pedir ajuda aos céus e rezou baixinho, chorando. Talvez tenha sido este momento de humildade, único em sua vida, que o tenha ajudado a se lembrar que, em uma árvore, lá no fundo do galinheiro, ficava o dia inteiro empoleirado um velho galo filósofo que pensava e repensava a vida do galinheiro e que costumava com seus sábios conselhos dar orientações úteis a quem o procurasse com seus problemas existenciais.

O velho sábio o olhou de cima de seu filosófico poleiro, quando ele vinha se esgueirando, tropeçando nos próprios pés, como que se escondendo de si mesmo. E disse: "Olá! Você nem precisa dizer nada, do jeito que você está. Aposto que você descobriu que não é você quem levanta o sol. Como foi que você se distraiu assim? Por acaso você andou se apaixonando?". Sua voz tinha um tom divertido, mas ao mesmo tempo compreensivo, como se tudo fosse natural para ele. A seu convite, o galo angustiado empoleirou-se a seu lado e contou-lhe a sua história. O filósofo ouviu cada detalhe com a paciência dos pensadores. Quando o consulente já se sentia compreendido, o velho sábio fez-lhe uma longa preleção:

"Antes, quando você ainda achava que até o sol se levantava pelo poder do seu canto, digamos que você estava enganado. Para definir seu problema com precisão, você tinha o que pode ser chamado de "Ilusão de Onipotência". Então, pela mágica do amor, você descobriu o seu próprio engano, e até aí estaria ótimo, porque nenhuma vantagem existe em estar tão iludido. Saiba você que ninguém acredita realmente nessa história de canto de galo levantar o sol. Para a maioria, isto é apenas simbólico: só os tolos tomam isto ao pé da letra. "Entretanto, agora", continuou o sábio pensador, "você está pensando que não tem mais nenhum valor, o que é de certa forma compreensível em quem baseou a vida em tão grande ilusão. Contudo, examinando a situação com maior profundidade, você está apenas trocando uma ilusão por outra ilusão. O que era uma 'Ilusão de Onipotência' pode ser agora chamado de 'Ilusão de Incompetência'. Aos meus olhos, continuou o sábio, nada realmente mudou. Você era, é e vai continuar sendo, um galo normal, cumpridor de sua função de gerenciar o galinheiro, de acordo com a tradição dos galináceos. Seu maior risco, continuou o pensador, é o de ficar alternando ilusões. Ontem era 'Ilusão de Onipotência', hoje, 'Ilusão de Incompetência'. Amanhã você poderá voltar à Ilusão de Onipotência novamente, e depois ter outra desilusão...

Pense bem nisto: uma ilusão não pode ser solucionada por outra ilusão. A solução não está nem nas nuvens nem no fundo do poço. A solução está na realidade". Após um longo período de silêncio, o velho galo filósofo voltou-se para os seus pensamentos. Nosso herói desceu da árvore para a vida comum do galinheiro. 

Na dia seguinte, aos primeiros raios da manhã, cantou para anunciar o sol nascente. E tudo continuou como era antes.

Falcão Sossegado

Publicado por Falcão Sossegado às 12:33

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