Domingo, 20 de Março de 2011
Reserbem tudo, carago...

Bem meus amigos, reserbem mesmo tudo...

Bamos pintar este país de Azul e Branco...

Tudo que seja janela, varanda, rua, praça...

Chegou a nossa vez, de Reserbar...





Publicado por Falcão Sossegado às 03:13
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
São Gonçalo de Gaia 2011

Mais um Ano e mais uma Festa em Honra de São Gonçalo!

 

Mais uma vez, e como é habitual no 1º Domingo seguinte ao dia 10 de Janeiro, o São Gonçalo saiu ás ruas de Vila Nova de Gaia.

Bem cedo acordarar os homens, que durante o dia inteiro percorreram as ruas de Santa Marinha e Mafamude e que só á tardinha cumpriram a tradição na greja de Mafamude...

Os grupos etnograficos das Comissões de São Gonçalo da Rasa Antiga e Nova, e o Grupo da Associação Recreativa e Cultural dos " Mareantes do Rio Douro" encontraram-se mais uma vez ás portas da Igreja de Mafamude...

Em primeiro o Silêncio pairava no ar, no momento em que os mordomos dos Santos estavam dentro da Igreja... Mas algo aconteceu, mais uma vez todo o povo pode ver aquela imagem inpunente de uma beleza inorme, ser elevada por um par de braços ás portas desta Igreja... A Alegria tomou conta do povo, a Satisfação a uma só voz, a Emoção pertetuadas, o Delírio então apoderou-se do povo...

Sem mais palavras...

 

E ele é nosso! E é, é, é!

 

Mais sobre esta festa em:


http://falcaosossegado.blogs.sapo.pt/16581.html

 

 

Fotagrafias bastante antigas desta Festa:

 

Mordomo da Cabeça de São Cristovão ( Jorge Panca)


Mordomo da Imagem de São Gonçalo (Romani)

 

 

Uma das mais antigas fotografias que deve existir das várias

expostas da sede dos Mareantes do Rio Douro

 

 

 

 

Comissões de São Gonçalo da Rasa Velha e Nova

 

 





Publicado por Falcão Sossegado às 18:31
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
A Diferença entre o Paraíso e o Inferno

Conta-se que um poeta estava um dia passeando ao crepúsculo em uma floresta, quando, de repente, surgiu diante dele um dos maiores poetas de todos os tempos — Virgílio. O homem tomou o maior susto de sua vida e começou a tremer sem parar. Virgílio disse ao apavorado colega: — 'Tua alma está tomada pela covardia, que tantas vezes pesa sobre os homens, os afastando de nobres empreendimentos, como uma besta assustada pela própria sombra.' Mas, o destino estava sorrindo para ele, explicou Virgílio, pois tinha sido escolhido para conhecer os segredos do Paraíso e do Inferno.

 

Utilizando seus poderes místicos, Virgílio transportou o poeta — ainda apavorado com tão insólita experiência — ao velho e mítico rio de águas pantanosas e cinzentas que circundava o submundo: O 'Rio Aqueronte'. Entraram em uma canoa e Virgílio instruiu o poeta para remar até ao Inferno, já que 'Caronte' não se encontrava por ali. Quando chegaram, o poeta estava algo surpreso por encontrar um lugar semelhante à floresta onde estavam, e não feito de fogo e de enxofre nem infestado de demônios alados e criaturas nojentas exalando fogo, como ele esperava.

 

Virgílio pegou o poeta pela mão e levou-o por um trilho. Logo o poeta sentiu, à medida em que se aproximavam de uma barreira de rochas e arbustos, o cheiro de um delicioso ensopado. Junto com o cheiro, entretanto, vinham misteriosos sons de lamentações e de ranger de dentes. 'Gritos de mágoa, brigas, queixas iradas em diversas línguas formavam um tumulto que tinha o som de uma ventania.' Ao contornarem as rochas, depararam-se com uma cena incomum. Havia uma grande clareira com muitas mesas grandes e redondas. No meio de cada mesa havia uma enorme panela contendo o ensopado cujo cheiro o poeta havia sentido, e cada mesa estava cercada de pessoas definhadas e obviamente famintas. Cada uma segurava uma colher com a qual tentava comer o ensopado. Entretanto, devido ao tamanho da mesa e por serem as colheres muito grandes e com cabos três vezes mais compridos do que os braços das pessoas que as usavam, estas ficavam impedidas de alcançar a panela no centro da mesa. Isto tornava impossível, para qualquer uma daquelas pessoas famintas, de levar a comida à boca. Havia muita luta e imprecações, enquanto cada pessoa tentava desesperadamente pegar pelo menos uma gota do ensopado.

 

O poeta ficou muito abalado com a terrível cena. Fechando os olhos, suplicou a Virgílio que o tirasse dali. Em um momento eles estavam de volta à canoa e Virgílio orientou o poeta como chegar até o Paraíso.

Quando chegaram, o poeta surpreendeu-se novamente ao ver uma cena que não correspondia às suas expectativas. Aquele lugar era quase exatamente igual ao que eles haviam acabado de visitar. Não havia grandes portões de pérolas nem bandos de anjos a cantar. Novamente, Virgílio conduziu-o por um trilho onde um cheiro de comida vinha de trás de uma barreira de rochas e de arbustos. Desta vez, entretanto, eles ouviram cantos e risadas quando se aproximaram. Ao contornarem a barreira, o poeta ficou muito surpreso de encontrar um quadro idêntico ao que eles tinham acabado de deixar: grandes mesas cercadas por pessoas com colheres de cabos desproporcionais e uma grande panela de ensopado no centro de cada mesa.

 

A única e essencial diferença entre aquele grupo de pessoas e o que eles tinham acabado de deixar é que as pessoas deste segundo grupo estavam usando suas colheres para alimentar umas às outras.

 

 

Até Breve

Falcão Sossegado



Publicado por Falcão Sossegado às 23:48
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Sábado, 10 de Julho de 2010
“A Vaquinha”

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio muito pobre e resolveu fazer uma visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores – um casal e três filhos – vestidos com roupas rasgadas e sujas. O mestre se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente, respondeu:

 

“Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, para o nosso consumo. Assim, nós vamos sobrevivendo...”

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve ao precipício ali na frente e empurre-a. Jogue-a lá embaixo.”

O Jovem arregalou os olhos espantado e, mesmo sem compreender, cumpriu a ordem. Empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante anos e, um dia ele resolveu largar aquilo tudo, inclusive o mestre, e voltar àquele mesmo lugar para pedir perdão à família e ajudá-los. Quando se aproximou do lugar, viu um sítio bonito, com árvores floridas, carro na garagem, crianças brincando no jardim. Ficou triste, pensando que aquela humilde família tivera que vender o sito para sobreviver, Apertando o passo e chegando lá, perguntou ao caseiro sobre a família que antes morava ali.

Ele respondeu: - “Continua morando aqui.”

Espantado, o jovem entrou na casa, viu que era a mesma família e perguntou, então, ao dono da vaquinha:

“Como é que o senhor está tão bem de vida?”

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que você vê agora...”

 

Reflexão:

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência acomodada com rotina. Descubra qual é a sua, e aproveite para empurrar sua vaquinha morro abaixo.

 

Falcão Sossegado



Publicado por Falcão Sossegado às 20:06
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Um Escuteiro pode realmente fazer a diferença!!!

O chiar dos travões do velho autocarro da carris fez acordar o rapaz dos seus pensamentos. Chovia diluvialmente e o rapaz entrou molhado.

“Bom dia” disse sorrindo para o motorista que via todos os dias. Via-o como mais uma vida passageira, mais um figurante do seu percurso, do trilho sinuoso da sua jovem vida. O homem, de meia idade, menos meia no que diz respeito ao acumular de stress e cansaço rotineiro, sorriu-lhe meio admirado, dizendo “Muito obrigado jovem”.

Será que ninguém cumprimentava aquele calado senhor?

Não. Nos nossos dias já ninguém liga a ninguém, observamos os outros como olhamos para as coisas. Nem o vizinho de cima sabemos quem é… Para quê? Não interessa! Interessa-nos sim é este culto egocêntrico do final de milénio. Até o mais simples “bom dia” se tornou banal, vulgar, casual.

Mas o senhor sentiu o calor do cumprimentar da manhã.

Pensando nisto e lendo o jornal do passageiro da frente (mais uma desgraça para o seu querido glorioso), o rapaz sentou-se.

Lá fora chovia cada vez mais e o rosto das pessoas afigurava-se como o céu: cinzento e nublado.

O rapaz lembrou-se então de uma noite de alegria em que acampou e perguntou pela razão desta gente toda não ter a sorte e a graça de Deus de ter vivido a vida que ele vivia. Se o tivessem feito, triste e cansado seria somente o inverno…

Sem dar por isso começou a cantar aquela música que se calhar vocês sabem: a da vaca leiteira.

Num instante todos os olhares fitavam o rapaz, uns perguntando se era louco, outros rindo-se, outros gozando, mas curiosamente nenhum o mandou calar.

Passado uns dois minutos, naquela improvisada plateia, já um velhote assobiava a musica, uma criança fazia os gestos e o motorista cantava num vozeirão “Dalim dalão, dalim dalão”.

Afinal, aquele autocarro inútil, passageiro, que todos os dia ia para o mesmo sitio, era o autocarro da alegria. Naquele inverno, aquele inferno dos transportes públicos tinha-se transformado no céu. Os problemas tinham sido esquecidos com aquela música que parece meio ridícula.

A cantiga afinal é uma arma pensou o rapaz. Esvaziando os bolsos, (já meio rotos devido ao canivete) de toda a papelada que diariamente encontrava no chão o rapaz levou à mão um bloco… Do lado de trás uma mulher forte disse “se é para rifas não tenho trocado…” O rapaz sorriu e escrevinhou a letra da musica da vaca e ofereceu-a ao motorista fazendo-o prometer que todos os dias, naquela mesma hora cantaria aquela música. O homem, abanou a cabeça afirmativamente num gesto de felicidade.

O rapaz, como uma criança de 5 anos saltou do autocarro dizendo “é bom saber que em cada sorriso que espalho, planto uma esperança”.

O autocarro partiu, o motorista sorriu. O rapaz voltou para casa a cantarolar. O rapaz ficou conhecido pela música da vaca leiteira. O rapaz daí em diante animava o autocarro. Sem o rapaz aquela hora e talvez aquele dia não teriam significado algum. Com o rapaz, não havia lugar para os problemas mesquinhos desta vida passageira.

E o rapaz sentia que estava a ser útil...

 

Ah, é verdade, o rapaz era escuteiro…

 

Falcão Sossegado


Sinto-me:
Música: Eu tinha uma Vaca Leiteira....

Publicado por Falcão Sossegado às 22:01
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